19 agosto, 2008

( the green light )

Desço, cansada, a colina dos sonhos de encontro ao lugar da inexistência. As folhas permanecem taciturnas neste vale morrediço, intocadas pelos raios de sol ou de lua. O húmus. O húmus dissipa-se por cada interstício de solo, reinando sobre o submundo. Nestas ruínas esquecidas, o silêncio acolhe os pensamentos numa espiral organizada de névoas cerradas. Aqui não sou homem ou deus, corpo ou percepção. apenas sombra ___________________________________ este espaço








let it in, the green light



um dia voltaremos a ser húmus


13 junho, 2008

zion

O conhecimento mais valioso vem de dentro. 

O questionamento é constante. Indeterminado pelos evocamentos do Outro, apenas reconhece o Ego, com o seu poderoso rugido,  a sua voz como uma flecha incandescente percorrendo cada interstício da mente... não são precisas balas para O matar. ou orgasmos para O saciar. O seu combustível brota da (quase) cópula entre insanidade e sabedoria, da inevitável constatação da ordem pela desordem, do branco pelo negro. Mas como pode ser bela a noite... 

Esperamos o comboio chegar com o nascer do dia, com o nascer da regularidade. Cada um ainda digere a noite e a sua voluptuosa melodia, lançámos loucas perguntas e retornaram algumas respostas, com o seu peso entorpecendo os nossos corpos...  o Leão adormece no nosso leito, a sua respiração lembrando-nos que regressará mais uma vez, até ao frágil Homem cruzar o abismo do tempo e do espaço...